quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


Escrever um livro já é uma grande ousadia! Ainda mais um livro sobre as diretrizes básicas da organização de saúde hospitalar, ou seja, ainda mais num mundo real. O tamanho, o conteúdo, a forma de apresenta-lo, a transferência dos conceitos e muitos outros desafios têm de ser superados, para que tal sonho vire uma obra concreta.

O planejamento estrutural do mesmo é fundamental, determinando o que se deve fazer e quais  os objetivos a ser atingidos inicialmente e que será a base para que seja alcançado um sistema de saúde efetivo. Envolvendo raciocínio, reflexão, analise, definindo estratégias e politicas efetivas que serão desenvolvidas e por quem.

A normatização, enfim o regimento deve ser flexível, porem que tenha as diretrizes básicas para o funcionamento do serviço, especificando as disposições básicas, as normas mínimas com instruções objetivas e claras para determinar os objetivos a serem alcançados. As rotinas que especificam de maneira exata pela qual as atividades devem ser realizadas. Descrevendo sistematicamente, num fluxograma as ações que devem ser realizadas em sequencia pela equipe evitando na medida do possível conflitos entre os membros da mesma.

A finalidade e abrangência dos procedimentos, sua sequencia quase uniforme, tal proposta é um grande desafio, ante as grandes disparidades existentes.  Às vezes num plantão hospitalar só há um médico, quem sabe, talvez com um obstetra, um anestesista e um cirurgião geral de sobreaviso, que podem ser acionado por celular em regime de plantão. É às vezes um ortopedista e por incrível que pareça raramente se encontra um especialista em pediatria. Em hospitais ditos de referencia haveria talvez no plantão dois ou três médicos de urgência, um ou dois ortopedistas, obstetras, cirurgiões, anestesistas e muito raramente de sobreaviso um pediatra, cardiologista, radiologista, neurocirurgião, um...
O atendimento hospitalar de emergência está em cheque! Quem de nós, algum dia ou à noite, diante de uma aflição real ou percebida como de risco, não procurou socorro ou aconselhamento eu um hospital no seu setor de emergência!

Portanto nosso primeiro objetivo é propor um melhor entrosamento da Rede Básica com a Rede Hospitalar.

Finalmente a criação de uma rede de hospitais de referencia e também um melhor entrosamento entre eles. Haveria, portanto 04 hospitais, com diferentes graduações de recursos humanos, de equipamentos e na sua complexidade.  Esta é a nossa proposta final o nosso objetivo a ser alcançado.
Hospital 1: Com dois médicos de plantão.
Hospital 2: Com dois médicos de urgência clínica de plantão no mínimo: um para atender adulto e um pediatra, além do obstetra, um cirurgião, o ortopedista, um anestesista que estariam no plantão de preferencia.
Hospital 3: Com no mínimo 08 médicos de plantão e outros de sobreaviso de alcance imediato, além de exames complementares realmente todas às 24 horas e uma UTI.
Hospital 4: Com equipe completa de plantão, recursos amplos de exames complementares, além de um setor com UTI multidisciplinar (neonatal, pediátrica, adulto tanto na clínica e cirúrgica eletiva e do trauma). Além de um serviço de residência medica implantado.

Faz parte, assim, ainda no processo de melhoria do atendimento das emergências clínicas e cirúrgicas do Sistema Único de Saúde (SUS), definir previamente (antes do envio a serviços especializados) as condições vitais da emergência, ou do trauma (acidente).

Fica a interrogação: Devo ir diretamente ao Serviço de Urgência do Hospital da minha área de residência? Só nas situações de risco de vida ou de emergência. Nas restantes situações deverei procurar o serviço de atendimento permanente, ou urgente, do Centro de Saúde da área da ocorrência. Muitos Centros de Saúde têm serviço de atendimento permanente em horário alargado. Só em situações graves devera recorrer ao serviço de urgência hospitalar. Infelizmente isto se encontra nos livros (protocolos), mas a realidade infelizmente é bem outra. Evidencia-se, portanto a necessidade de se garantir o referenciamento às unidades de atenção primária bem como às unidades especializadas nos casos de maior complexidade. Este fato é evidente por não haver, realmente um eficiente referenciamento à atenção primária, que atualmente é quase inexistente ou se encontra parcialmente fechada.

Hoje constatamos ser o atendimento clínico, e neste a agudização de doenças crônicas, estatisticamente responsáveis pela maior demanda às Emergências.
Ressalta-se, assim, a importância da Rede Básica de Saúde (postos de saúde e PSF) e a dispensação de medicação de uso contínuo. O que diminuirá em muitos os casos de agudização, que se transformam de uma hora para outra em urgência e ou emergência.

Há também a necessidade da efetivação de leitos de retaguarda, de longa permanência, para suporte aos Hospitais de emergências aumentando a sua capacidade e resolutividade. Além da efetiva criação de programas de “internação domiciliar” para pacientes com este perfil.

A atenção domiciliar, ou seja, a internação domiciliar é fundamental para a desospitalização. Proporcionando celeridade no processo de alta hospitalar, minimiza intercorrências clínicas e diminui os riscos de infecção hospitalar. Evita hospitalizações que se tornam desnecessárias, com o melhor uso dos recursos, pois o internamento hospitalar é imediatamente ocupado por outro que realmente necessita dessa modalidade de atenção imediata.

Podemos definir os primeiros socorros como sendo os cuidados imediatos que devem ser prestados rapidamente a uma pessoa, vítima de acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida. Com o fim de manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas e procedimentos possíveis até a chegada de assistência qualificada. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros, conduzindo-se com calma, serenidade, compreensão e confiança. Manter a calma e o próprio controle, porém, o controle de outras pessoas é bem mais difícil e muito importante. Ações valem mais que as palavras, portanto, muitas vezes o ato de informar ao acidentado sobre seu estado, sua evolução ou mesmo sobre a situação em que se encontra deve ser avaliado com ponderação para não causar ansiedade ou medo desnecessário. O tom de voz tranquilo e confortante dará à vítima sensação de confiança na pessoa que o está socorrendo. Enquanto se espera a chegada do Pronto atendimento (SAMU).

A função de quem está fazendo o socorro é, portanto:

  1. Contatar o serviço de atendimento emergencial do Pronto Socorro e ou SAMU.
  1. Fazer o que deve ser feito no momento certo, afim de: salvar uma vida e prevenir danos maiores. Manter o acidentado vivo até a chegada deste atendimento. Manter a calma e a serenidade frente à situação inspirando confiança.
  1. Aplicar calmamente os procedimentos de primeiros socorros ao acidentado.
  1. Impedir que testemunhas removessem ou manuseiem o acidentado, afastando-as do local do acidente, evitando assim causar o chamado "segundo trauma", isto é, não ocasionar outras lesões ou agravar as já existentes. Nunca esquecendo que o acidentado necessita ter condições de respirar.
  1. Ser o elo das informações para o serviço de atendimento de emergência.
  1. Agir somente até o ponto de seu conhecimento e técnica de atendimento. Saber avaliar seus limites físicos e de conhecimento. Não tentar transportar um acidentado ou medicá-lo normalmente. O profissional não médico deverá ter como princípio fundamental de sua ação a importância da primeira e correta abordagem ao acidentado, lembrando que o objetivo é atendê-lo, e o manter com vida respirando até a chegada de socorro especializado, ou até a sua remoção para atendimento. O atendimento de primeiros socorros pode ser dividido em etapas básicas que permitem a maior organização no atendimento e, portanto, resultados mais eficazes.





O enfermo classificado como:
Significa que devem ser atendidos no tempo máximo de:
Vermelho.
Deve ser atendido de imediato, tempo zero.
Laranja.
10 minutos.
Amarelo.
60 minutos.
Verde.
120 minutos.
Azul.
240 minutos.





COR:
SITUAÇÃO :
Vermelho
EMERGENTE
Laranja
MUITO URGENTE
Amarelo
URGENTE
Verde
POUCO URGENTE
Azul
NÃO URGENTE





Avaliação do Local do Acidente esta é a primeira etapa básica na prestação de primeiros socorros. Ao chegar ao local de um acidente, ou onde se encontra um acidentado, deve-se assumir o controle da situação e proceder a uma rápida e segura avaliação da ocorrência. Deve-se tentar obter o máximo de informações possíveis sobre o ocorrido. Dependendo das circunstâncias de cada acidente, é importante também:
a) evitar o pânico e procurar a colaboração de outras pessoas, dando ordens breves, claras, objetivas e concisas;
b) manter afastados os curiosos, para evitar confusão e para ter espaço em que se possa trabalhar da melhor maneira possível.

Ser ágil e decidido observando rapidamente se existe perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro. A proteção do acidentado deve ser feita com o mesmo rigor da avaliação da ocorrência e do afastamento de pessoas curiosas ou que visivelmente tenham perdido o autocontrole e possam prejudicar a prestação dos primeiros socorros.  É importante observar rapidamente se existem perigos para o acidentado e para quem estiver prestando o socorro nas proximidades da ocorrência. Por exemplo: fios elétricos soltos e desencapados; tráfego de veículos; andaimes; vazamento de gás; máquinas funcionando. Devem-se identificar pessoas que possam ajudar. Deve-se desligar a corrente elétrica; evitar chamas, faíscas e fagulhas; afastar pessoas desprotegidas da presença de gás; retirar vítima de afogamento da água, desde que o faça com segurança para quem está socorrendo; evacuar área em risco iminente de explosão ou desmoronamento. Avaliar o acidentado na posição em que ele se encontra só deve ser mobilizada com segurança (sem aumentar o trauma e os riscos), a medida do possível deve-se manter o acidentado deitado de costas até ser examinado, e até que se saibam quais os danos sofridos. Não se deve alterar a posição em que se acha o acidentado, sem antes refletir cuidadosamente sobre o que aconteceu e qual a conduta mais adequada a ser tomada. Se o acidentado estiver inconsciente, por sua cabeça em posição lateral antes de proceder à avaliação do seu estado geral. É preciso tranquilizar o acidentado e transmitir-lhe segurança e conforto. A calma do acidentado desempenha um papel muito importante na prestação dos primeiros socorros. O estado geral do acidentado pode se agravar se ela estiver com medo, ansiosa e sem confiança em quem está cuidando.


A Classificação de Risco é a estratificação de risco dos usuários que procuram atendimento nos serviços de saúde. Ao dar entrada em uma unidade de saúde o paciente é classificado, recebendo uma prioridade que determina o tempo alvo para o primeiro atendimento médico, essa prioridade é baseada na situação clínica apresentada e não na ordem de chegada.

O OBJETIVO DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NÃO É FAZER UM DIAGNÓSTICO, MAS SIM DEFINIR UMA PRIORIDADE CLÍNICA PARA O PRIMEIRO ATENDIMENTO MÉDICO.

O método consiste em identificar a queixa principal do paciente (motivo que o levou a procurar o serviço), definir a condição apresentada (fluxograma de apresentação) e procurar sinais e sintomas (discriminadores) em cada nível de prioridade clínica.

O Sistema de Triagem de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento. O Sistema de Classificação de Risco (SCR) dispõe de 52 entradas, que se entende por fluxos ou algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada em cores. Os fluxogramas estão agrupados de forma a identificar sinais, sintomas ou síndromes que habitualmente motivam a ida do paciente a um Pronto Atendimento.

Cada cor de classificação determina um tempo máximo para o atendimento ao paciente, de forma a não comprometer a sua saúde.


A Triagem de Manchester teve origem na Inglaterra, na cidade de Manchester. No Brasil, foi utilizado pela primeira vez em 2008, no Estado de Minas Gerais, como estratégia para reduzir a superlotação nas portas dos prontos-socorros e hospitais. Hoje, ele é acreditado pelo Ministério da Saúde e é entendido como uma evolução no atendimento aos quem recorrem a um Serviço de Urgência.

A grande vantagem desta Triagem é separar os casos verdadeiramente urgentes dos não urgentes e garantir o atendimento prioritário dos casos mais graves. Os enfermos deixam de ser atendidos pela ordem de chegada ao setor de urgência e passam a ser em função da gravidade da situação.

O fato de os doentes estarem ordenados por prioridades é vantajoso para os profissionais, que passam a ter uma imagem clara do número de doentes que se encontram no setor e da sua gravidade, permitindo gerir as tarefas a atuar de forma mais correta e responsável.

A implantação desta triagem é vantajosa para o enfermo, pois à intenção desta metodologia de classificação de risco está em tentar evitar e prevenir o risco de vida para os mais graves. Ou seja, diminuir o risco de vida, além de que o tempo de atendimento seja determinante para uma melhor recuperação e intervenções mais assertivas para a queixa que o motivou a procura do serviço.

Além da garantia de oferecer um serviço homogêneo, ou seja, independentemente do horário, do dia da semana ou do profissional que estará de plantão, a instituição de saúde terá a mesma padronização no atendimento.

O processo de triagem se dá com a abertura de ficha (prontuário) no setor. Após, o paciente é direcionado normalmente para a sala de triagem. Mas enfermos encaminhados pelo SAMU (ou serviço semelhante) devem ser encaminhados imediatamente para o setor de emergência, aonde um funcionário fara a ficha, enquanto o enfermo será imediatamente atendido pela equipe multidisciplinar conjuntamente com a equipe do SAMU. É muito importante neste caso o atendimento imediato e o entrosamento das respectivas equipes.

O ideal será finalmente a implantação via internet, de um sistema por videoconferência do SAMU, com um centro especializado localizado no hospital de referencia. Ocasionando o atendimento imediato e se necessário à cirurgia imediata, pois alguns minutos pode fazer toda a diferença numa emergência.

Sem falar de se adaptar tal protocolo para a realidade brasileira, objetivando que a população tenha um efetivo acesso à saúde, com os postos de saúde (PSFs), os PAM e a rede de hospitais.

Neste aspecto, para a efetivação das medidas, é urgente a implantação e estruturação de uma Coordenação das Equipes de Saúde. A falta dessa Coordenação nas cidades é inexplicável. Os problemas a serem enfrentados são muitos, mas deve haver um começo e as responsabilidades que devem ficar claramente estabelecidas.

Os itens englobam as portas de entrada e saída das Emergências  Hospitalares e pré-hospitalares. Sabidamente a demanda de pacientes na entrada dos hospitais suplanta a capacidade de saída (referência), gerando além da superlotação e longo tempo de permanência, problemas de toda ordem nestas unidades.

Como tentativa de melhorar a grande demanda nas emergências, foram criadas as UPA’s, cujo processo de implantação é recente.

Decorrente do contato inicial no gabinete de triagem, o doente é identificado com uma cor, representando um grau de gravidade e um tempo de espera recomendado para atendimento.

Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, que corresponde a um atendimento imediato.
Os casos muito urgentes recebem a cor laranja, com um tempo de espera recomendado de dez minutos.
Os casos urgentes, com a cor amarela, têm um tempo de espera recomendado de até 60 minutos.

Os doentes que recebem a cor verde e azul são casos de menor gravidade (pouco ou não urgentes) que, como tal,   devem ser atendidos no espaço de duas e quatro horas, respectivamente, após atendimento dos doentes mais graves.

Para se entender a utilidade da Triagem de Manchester, é  importante ter em consideração que a missão de um Serviço de Urgência é o atendimento das situações classificadas entre o vermelho e o amarelo (emergente a urgente). Que são representativas de situações de risco para a saúde, pelo que, quanto mais grave é a situação clínica mais rápida deve ser o atendimento.

Assim, é fácil perceber que as situações clínicas mais graves devem ter prioridade no atendimento. A conjugação de esforços de todos os profissionais de saúde é imprescindível para poder oferecer mais e melhores cuidados, corretamente dirigidos, a quem deles necessita.

É toda a situação em que a demora de diagnostico, ou de tratamento, pode trazer grave risco ou prejuízo para a vítima, como nos casos de traumatismos graves, intoxicações agudas, queimaduras, crises cardíacas ou respiratórias.

Algumas urgências, pela extrema gravidade da situação, ou porque implicam o uso de telecomunicações ou o transporte especial do doente, são consideradas como emergências médicas.

Hoje, a Escala de Manchester assume um contexto de "boas práticas" e é uma forte ferramenta de Gestão, tanto que pode ser aplicado também na atenção primária, como nas Unidades Básicas de Saúde. É muito importante que as instituições que utilizam o protocolo de Manchester  possuam profissionais habilitados, porque os profissionais que atuam nesta área devem sempre buscar o aprimoramento constante das  metodologias hoje existentes. E  manter um membro da equipe multidisciplinar observando e controlando a chegada dos enfermos, a fim de impedir o retardo do atendimento das emergências tanto no preenchimento das fichas (prontuários) de atendimento e na espera da triagem. 


A uniformidade do atendimento e aplicação dos conceitos encontra-se definido de uma forma precisa e o seu respectivo algoritmo. Tal metodologia permite identificar precocemente o doente urgente de uma forma objetiva e contínua ao longo do tempo. O sistema depende tanto do entrosamento da equipe multidisciplinar quanto da sua disciplina na aplicação do algoritmo. Sendo assegurado que o tempo alvo desde a chegada ao Serviço de Urgência até à triagem de prioridades não seja excessivo. Deve–se prever o reforço da equipe de triagem multidisciplinar  sempre que existam mais do que 10 enfermos em espera. Em caso de agravamento da situação clínica, o doente deverá ter imediatamente prioridade. O objetivo final é que todo o atendimento seja informatizado. As redes de urgência e emergência funcionam seguindo a lógica da regionalização e adotam uma linguagem única nos pontos de atenção. A rede é integrada por hospital, unidade básica de saúde, unidades de atenção intermediária, centro de enfermagem, atenção domiciliar, hospital/dia, ambulatório especializado, governança, sistema de logística e sistema de apoio operacional.

A linguagem única da rede, representada por protocolos de classificação de risco e linhas-guia, é quem determina a estruturação e a comunicação dos pontos de atenção, apoio operacional e logística.

As redes de urgência e emergência permitem que os hospitais se dediquem à sua verdadeira vocação, que é atender a casos realmente graves e encaminhar para a atenção primária situações que podem ser resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde. Essa forma de organização diminui em até 50% a mortalidade por causas como infarto, acidente vascular cerebral e trauma maior.

O objetivo da Rede de Urgência e Emergência não é levar o paciente para o hospital mais próximo, mas sim:

1.         Encaminhar corretamente o paciente.
2.         Ao ponto de atenção certo.
3.         Pronto para atenção mais eficaz.
4.         No menor tempo possível.

O que reduz a mortalidade e sequelas dos pacientes e custos do serviço de saúde.

O controle do sistema, da equipe multidisciplinar deve ser sempre feito pelo médico. Pois todo enfermo que entra na unidade deve ser atendido e avaliado pelo medico e somente liberado após reavaliação medica. Importante frisar a importância das reavaliações que devem estar descritas no prontuário de atendimento e nunca se esquecer de colocar a hora, ou seja, o momento da reavaliação. Frisando sempre que o objetivo final seja que o sistema esteja informatizado e accessível a toda a equipe multidisciplinar em tempo real. Deve-se ressaltar a importância do prontuário, das respectivas anotações feitas pela equipe multidisciplinar atuante, visando à implantação de um protocolo de classificação de risco realmente brasileiro e totalmente informatizado em tempo real como objetivo final.
  
A palavra trauma vem do grego trauma (plural: traumatos, traumas), cujo significado é “ferida”. A terminologia trauma, em medicina, admite vários significados, todos eles ligados a acontecimentos não previstos e indesejáveis que, de forma mais ou menos violenta, atingem indivíduos neles envolvidos, produzindo-lhes alguma forma de lesão ou dano.















Dengue 2013.


Dengue:

Dengue uma novidade prevista em prosa e versos  e que chegou novamente!


Protocolos  &  Dengue:



Protocolos,


Dengue,



Diagnóstico e tratamento,





Fontes:


Organização Mundial de Saúde: Dengue: Guidelines for diagnosis, treatment, prevention and control. New Edition 2009.




Disponível em:


http://whqlibdoc.who.int/publications/2009/9789241547871_eng.pdf
Brasil, Ministério da Saúde: Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue 2009.


Disponível em:


http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/diretrizes_dengue.pdf



Protocolos
Dengue
Diagnóstico e tratamento
Protocolos
Dengue

domingo, 20 de dezembro de 2009

Simpósio na Bahia contra a Dengue: Brasil e Cuba breve.

Senhor Governador Jaques Wagner.

A dengue, uma doença pouco valorizada no Brasil, mas de alto risco e crescente morbidade, se tornou a minha missão de vida. Após ver e ter como exemplo a titânica luta de nosso exemplo maior, o governo da Bahia, que foi a luta, com o médico e secretario Jorge José Santos Pereira Solla  em 2009. Como missão de vida eu ampliei os meus conhecimentos para combater de forma eficaz o vetor, a única saída no momento para enfrentar esta terrível endemia. Estive em Cuba com os meus próprios recursos e conheci um povo que se uniu e esta conseguindo vencer esta luta. Ampliando a amizade com meus amigos cubanos tivemos a idéia de realizar no Brasil, um simpósio de enfrentamento da dengue. Especificamente sobre o combate ao vetor e a melhor forma de se conseguir uma participação da comunidade de forma real e eficaz.  O interesse dos especialistas do Instituto Pedro Kouri é real, só falta o apoio do Senhor. Acredito que com este simpósio, estaremos ajudando ao nosso competente e destemido secretario, que em 2009 foi à luta, correndo o risco de pegar a dengue, mas mesmo assim, esteve presente no mais remoto cantão da Bahia em que havia tal doença. Finalmente eu acredito que a saída e o binômio; Ciência + Educação. Com a ciência teremos meios de tentar eliminar os vetores, mas para acabar com seus criadouros é fundamental a educação, que levara a participação comunitária. A educação sobre a dengue no Brasil, desde a década de 80 não tem apresentado resultado e esta bem longe de ser voltada para a participação comunitária. A sociedade parece estar saturada de mensagens que tentam alterar os seus hábitos domésticos, para evitar cada vez mais a proliferação do mosquito transmissor. O trabalho de combate à dengue é muito mais extenso e pede a participação de toda a sociedade. Acredito que com a participação do nosso governador Jaques Wagner, com a sua grande credibilidade, nos com o secretario Solla, implantaremos uma verdadeira corrente popular de enfrentamento do mosquito vetor e das doenças que ele transmite. Alem desta proposta de um simpósio já acertado com os colegas cubanos, estou terminando com eles um livro e participando na Sociedade Brasileira de Infectologia do projeto de se implantar diretrizes baseadas em evidencias contra a dengue.
Atenciosamente,

Dr. Carlos Henrique Castro.
Hospital Geral de Ipiaú.
Sociedade Brasileira de Infectologia.
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

Rua Siqueira Campos 144 – Ipiaú – Bahia.

Excelentíssimo,
Senhor Secretario da Saúde da Bahia,
Dr. Jorge José Santos Pereira Solla 



A dengue, uma doença de alto risco e crescente morbidade, se tornou a minha missão de vida. Após ver e ter como exemplo a titânica luta de nosso exemplo maior, o governo da Bahia, que foi a luta, com o senhor  em 2009. Estive em Cuba com os meus próprios recursos e conheci um povo que se uniu e esta conseguindo vencer esta luta. Tivemos a idéia de realizar no Brasil, um simpósio de enfrentamento da dengue. Especificamente sobre o combate ao vetor e a melhor forma de se conseguir uma participação da comunidade de forma real e eficaz.  O interesse dos especialistas do Instituto Pedro Kouri é real, só falta o apoio do Senhor. Alem desta proposta de um simpósio já acertado com os colegas cubanos, estou terminando com eles um livro e participando na Sociedade Brasileira de Infectologia do projeto de se implantar diretrizes baseadas em evidencias contra a dengue.

Atenciosamente,



Dr. Carlos Henrique Castro.
Hospital Geral de Ipiaú.
Sociedade Brasileira de Infectologia.
Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.




Rua Siqueira Campos 144 – Ipiaú – Bahia.

Dr Castro mis saludos, espero que todo este bien con Ud y su familia como no se hasta que día uds trabajan en Diciembre ya desde ahora le estoy enviando muchas felicidades y muchas cosas buenas para el próximo año con mucha prosperidad. En cuanto a mi  nosotros si no tomamos días de vacaciones solo el día 25 de diciembre que es festivo. Ojala que para el nuevo año podamos hacer algo en conjunto en su localidad acerca del dengue yo no he recibido ningún correo de lo que ud me hablo pero se que ahora es verano en Brasil y que uds siguen siendo (el País) el de mayor cantidad de casos de dengue en América, sería muy bueno coordinar una visita de trabajo por su gobierno para ver la situación del Aedes aegypti hacer algún estudio y alguna publicación al respecto y dentro de esta visita tratar de llevar a cabo el taller donde se hable de estos temas que ud quiere y me propuso, los temas podrían ser entre otros:
  • biología y comportamiento del mosquito
  • Control
  • Cambio climático y su influencia en el ciclo del mosquito y en la transmisión
  • Participación de la comunidad
  • Clínica y epidemiología del dengue
El taller puede ser de 2 a 3 días donde participen gente de uds y nosotros exponiendo lo que tenemos y lo que se pudiera hacer.
Espero su respuesta y hay que tener mucha perseverancia en la vida para que las cosas se hagan realidad yo nunca pensé en mi vida ir a Brasil y en el 1998 trabaje todo el estado de Roraima en malaria y dengue por 4 meses y también tuve la oportunidad de conocer la ciudad de Manaus. Muchas cosas buenas
Un abrazo
Dra. María del Carmen Marquetti

Entomóloga, IPK

Falta de vergonha: Temporão X SUS.




Temporão: 'Quero me caracterizar como ministro sem marca'





Publicada em 14/11/2009 às 00h00m
Rodrigo Taves








Ou ministro que nada fez, além de prometer.

















Entrevista:


RIO - O ministro da Saúde, José Temporão, admitiu na sexta-feira que, após quase três anos no cargo, sente-se frustrado por não ter conseguido aprovar no Congresso o projeto que cria as fundações estatais de direito privado, concebidas para modernizar a gestão dos hospitais públicos. Diante de um quadro com a foto do médico Sérgio Arouca, em seu escritório no Rio, Temporão denunciou pressões corporativas de centrais sindicais e de partidos, e disse que só o consola o fato de governos estaduais estarem implantando o modelo. "O mau atendimento ainda é um desafio a ser superado", admitiu. Para o Rio, anunciou acordo com a Prefeitura para criar novo sistema de saúde: "Vamos mudar radicalmente esse modelo hospitalcêntrico".
O GLOBO - Ao tomar posse, em março de 2007, o senhor prometeu transformar o SUS em motivo de orgulho para os brasileiros. Por que o SUS continua não sendo um motivo de orgulho?
JOSÉ GOMES TEMPORÃO: Eu estava me referindo a um processo político de construção de uma consciência na sociedade da importância do sistema público universal. A questão no Brasil é muito complexa, porque muitas vezes as pessoas estão usando o sistema de saúde e não percebem que é o público.
O GLOBO - Mas o atendimento hospitalar continua deficiente.
TEMPORÃO: Depende. É muito heterogêneo. Você tem lugares onde, por questões de oferta, há falta de médicos e de estrutura, como na Amazônia Legal. Mas em Belo Horizonte a percepção é outra. O brasileiro gosta de falar mal. Há um certo hábito de as pessoas fazerem um estereótipo. Mas vão no Inca (Instituto do Câncer) e ficam perplexos ao saber que é sistema público. É claro que existem problemas estruturais que impedem que o sistema apresente um padrão de qualidade, de acolhimento, de conforto, de condições de trabalho para os profissionais em várias regiões do país. Isso é um desafio a ser superado.
O GLOBO - O senhor mesmo disse há algum tempo que essa é uma questão dramática no país.
TEMPORÃO: Exatamente. A administração dos hospitais públicos é uma área em que, de um lado, eu me sinto um pouco frustrado, mas, de outro, consolado. Frustrado porque o projeto de lei criando as fundações estatais está engavetado na Câmara, não anda. Mas, por outro lado, o debate estimulou governadores a implantar em vários estados modelos semelhantes. Pernambuco, Ceará, Bahia, Rio, Sergipe, entre outros, estão trabalhando com o conceito de fundações estatais. Eles perseguem profissionalização da gestão, vínculo empregatício pela CLT, avaliação de metas com indicadores, transparência na gestão, que é o modelo que as fundações estatais persegue.
O GLOBO - O senhor tenta aprovar esse projeto há quase três anos. Por que é tão difícil?
TEMPORÃO: Por pressão corporativa de centrais sindicais.
O GLOBO - O PT também não participa dessa pressão?
TEMPORÃO: Não é uma coisa localizada no PT, é uma coisa mais disseminada. Setores do PT participam da CUT, mas também há outros partidos que fazem uma pressão grande contra essa medida. A questão toda que ninguém quer enfrentar - e essa resistência não é só do Parlamento, mas da presidência do Conselho Nacional de Saúde - é que isso mexe na relação contratual dos servidores. Essa é a essência. Sai de um sistema em que todos têm estabilidade para um modelo de premiação por desempenho. A opinião pública apoia a ideia, mas isso não sensibiliza os parlamentares.
O GLOBO - Mas o senhor já admite o fracasso ou vai tentar aprovar?
TEMPORÃO: Enquanto estiver no ministério, não desisto! Continuo achando absolutamente fundamental para o futuro da gestão hospitalar pública.
O GLOBO - No Rio, não houve melhoria do atendimento hospitalar. Há emergências lotadas e demora na marcação de consultas.
TEMPORÃO: Eu discordo! Acho que, com a implantação das 22 UPAs, houve uma mudança brutal. Você não vê mais centenas de pessoas amontoadas na porta do pronto-socorro. Quando a gente inaugurou a UPA da Maré, acabou a crise no Hospital de Bonsucesso. É claro, existe problema de superlotação, mas a resposta está sendo dada.
O GLOBO - O senhor não acha que falta uma marca para sua gestão?
TEMPORÃO: Eu critico muito essa questão da marca e quero me caracterizar como um ministro sem marca. Tenho 30 anos de carreira em saúde pública e meu objetivo no ministério é qualificar o sistema de saúde, não tenho interesse em ter uma marca para me projetar. Mas tenho marcas bastante robustas: na minha gestão, pela primeira vez se quebrou a patente de um remédio, um antiretroviral. Estamos produzindo um genérico e economizado milhões de dólares com esse medicamento. Foi a partir de uma discussão que eu coloquei na rua que a Lei Seca saiu e milhares de vidas estão sendo salvas. Realizei a maior campanha de vacinação do mundo para erradicar a rubéola. Recoloquei no debate político a questão do aborto.
Mas tenho marcas bastante robustas: na minha gestão, pela primeira vez se quebrou a patente de um remédio, um antiretroviral. Recoloquei no debate político a questão do aborto
O GLOBO - Por que o senhor não tem sido bem sucedido no Congresso?
TEMPORÃO: No Congresso, os lobbies são muito poderosos, e são temas polêmicos. A única maneira de enfrentar isso é debater cada vez mais, ouvir todos os setores de maneira democrática.
O GLOBO - Em sua posse, o senhor disse que uma de suas especialidades é descascar pepinos e abacaxis. O senhor acha que conseguiu descascá-los?
TEMPORÃO: Olha, não são poucos. Acho que é um dos ministérios mais difíceis do governo, uma área muito sensível. O Brasil ainda luta para apresentar um padrão de qualidade adequado. Meu cotidiano é descascar abacaxis.
O GLOBO - O senhor prometeu mais atenção básica de saúde. Mas o povo não continua recorrendo às emergências dos hospitais?
TEMPORÃO: O Programa Saúde da Família, de atenção primária, atende 100 milhões de pessoas. Metade da população brasileira, principalmente das regiões metropolitanas, não está coberta por esse sistema. No Rio, vamos finalmente mudar radicalmente esse modelo hospitalcêntrico. O Rio é o paradigma mais perverso de uma omissão histórica que pôs o hospital como o centro da atenção do sistema, o que é um absurdo.
O GLOBO - Mas foi preciso esperar quase 3 anos para mudar o modelo?
Vamos financiar cerca de 40 policlínicas no Rio, vai ser uma ampliação muito grande do Programa Saúde da Família, no modelo de sistema integrado. Coisas novas estão acontecendo
TEMPORÃO: Só quando Eduardo Paes foi eleito é que foi possível. Até ano passado, com Cesar Maia, não havia a menor possibilidade de conversa sobre essa questão. Finalmente, estamos avançando.
O GLOBO - O que muda?
TEMPORÃO: Muda muito. Vamos financiar cerca de 40 policlínicas no Rio, vai ser uma ampliação muito grande do Programa Saúde da Família, no modelo de sistema integrado. Coisas novas estão acontecendo. E agora as UPAs, que tiram dos pronto-socorros a demanda de baixa e média complexidade. Os grandes hospitais têm de cuidar dos casos mais graves. Estão em construção 180 das 500 UPAs que vamos construir no país até 2011. É uma melhoria da qualidade do sistema. Repõe os hospitais como eles devem estar: atendendo casos graves.
O GLOBO - Em quanto tempo o povo começa a sentir os efeitos?
TEMPORÃO: Acho que em dois anos se terá condição de perceber mudanças importantes. Mas eu diria que a população do Rio já percebeu. É uma solução que o Rio começou a testar, e estamos disseminando para todo o Brasil.
O GLOBO - As UPAs podem se tornar a marca de sua gestão?
TEMPORÃO: Serão, com certeza, na área de qualificação da atenção, do atendimento de urgência e emergência, de resolver esse nó dessa coisa dramática das pessoas esperando atendimento nas filas dos pronto-socorros.
O GLOBO - Falta dinheiro para resolver os problema da saúde?
TEMPORÃO: Com certeza. Se não resolvermos o problema do subfinanciamento crônico do SUS, corremos o risco de criar um novo apartheid social no Brasil, entre as famílias que têm condição de comprar a saúde no mercado e os que dependem do sistema público, cada vez mais fragilizado financeiramente, perdendo qualidade e perdendo capacidade de atender as demandas e exigências da sociedade.
Pergunta da leitora Giovana Zibetti: "Será que algum dia nós médicos do serviço público vamos ter uma remuneração compatível com nossa profissão?"
TEMPORÃO: A remuneração dos médicos varia. Os que trabalham no Ministério da Saúde fazem parte do plano de cargos e salários da seguridade social e ganham muito mal, algo entre R$ 2.500 e R$ 4.000 por 20 horas semanais. A realidade é completamente diferente em outras áreas: a Rede Sarah paga R$ 18 mil ao profissional com dedicação exclusiva. No Saúde da Família, não há médico que ganhe menos de R$ 7 mil. A remuneração média é ruim, mas ela é muito heterogênea. Acho que o salário é inadequado e gostaria de triplicá-lo, mas falta dinheiro. Depende da solução do financiamento da saúde.
Pergunta do leitor Antonio Carlos Abrão Teixeira: "Em nome dos pacientes do Inca, que está ficando cada dia mais sobrecarregado, que saídas o ministério vê para a questão"?
Defendo uma posição sobre isso: são 40 milhões de pessoas que usam os planos de saúde privados, e elas podem abater no Imposto de Renda o valor.
TEMPORÃO: Aí a gente cai no modelo de gestão da fundação estatal. O Inca desenvolveu um modelo heterodoxo. Como os salários são baixos, não se autoriza concursos e o padrão de gestão é ineficiente, eles criaram uma fundação de direito privado que resolveu tudo isso: contratava o profissional, complementava o salário, dava agilidade administrativa. Só que o Ministério Público e o TCU condenaram o modelo do Inca, disseram que vai contra a Constituição. A única saída é transformar o Inca numa fundação estatal. O Inca é um exemplo precioso dessa falácia dos grupos corporativos que se põem contra a proposta. A solução para esses hospitais é a fundação estatal e por isso não desistimos e continuamos insistindo.
Pergunta do leitor Marcílio Campos Goudad: "O senhor tem plano de saúde? Se tem, é porque não confia no sistema público de saúde? Sua família tem plano de saúde?"
TEMPORÃO: Eu sou funcionário da Fiocruz, que tem um plano próprio. Temos uma fundação privada que se chama Fioprev e esta tem o Fiosaúde. A Fiocruz paga 40% e os outros 60%, eu pago. Defendo uma posição sobre isso: são 40 milhões de pessoas que usam os planos de saúde privados, e elas podem abater no Imposto de Renda o valor. A renúncia fiscal é de R$ 10 bilhões por ano. Além disso, o governo federal gasta R$ 2,5 bilhões por ano complementando o plano de saúde de Executivo, Legislativo e Judiciário. São, ao todo, R$ 12,5 bilhões por ano. Acho que seria interessando que o governo não subsidiasse mais os planos de funcionários públicos dos três poderes. Quem quiser, pague o plano de seu próprio bolso, quem não quiser, use o sistema público de saúde.










Falta de vergonha: Temporão X SUS.
Pergunta do leitor Marcílio Campos: "O senhor tem plano de saúde? Se tem, é porque não confia no sistema público de saúde? Sua família tem plano de saúde?"
TEMPORÃO: Eu sou funcionário da Fiocruz, que tem um plano próprio. Temos uma fundação privada que se chama Fioprev e esta tem o Fiosaúde. A Fiocruz paga 40% e os outros 60%, eu pago. Defendo uma posição sobre isso: são 40 milhões de pessoas que usam os planos de saúde privados, e elas podem abater no Imposto de Renda o valor. A renúncia fiscal é de R$ 10 bilhões por ano. Além disso, o governo federal gasta R$ 2,5 bilhões por ano complementando o plano de saúde de Executivo, Legislativo e Judiciário. São, ao todo, R$ 12,5 bilhões por ano. Acho que seria interessando que o governo não subsidiasse mais os planos de funcionários públicos dos três poderes. Quem quiser, pague o plano de seu próprio bolso, quem não quiser, use o sistema público de saúde.
Minha Opinião: Falar e fácil, porque não se proíbe, que quem possuísse cargo nos três poderes, seja proibido de possuir plano de saúde e seja obrigado de utilizar o SUS.